sábado, 30 de outubro de 2010

Solitária

Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!
Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!
Mas tu não vieste ver [...]

Atuando

Disfarçado finjo ser outro.
Em um palco vazio, me escondo em frente à plateia.
Hipócrita. Cruel.
Em cartaz, uma vida qualquer.
Medíocre artimanha, do jeito que quiser mostrar.
As cortinas sobem, cansadas.
De novo, o velho espetáculo.
E lá o público. Eufórica turba.
Regozijo diante da imitação falsa de suas próprias verdades.
Enceno o fim [...]